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Todos nós vivemos, ou seja, crescemos a ouvir que o homem tem essas ou aquelas responsabilidades e que a mulher tem essa ou aquelas responsabilidades. Então, o que deve ser essas tais responsabilidades, direitos ou deveres que cada um tem dentro do relacionamento? Até que ponto essas atribuições têm influências positivas ou negativas no relacionamento?

Como é formado os modelos mentais de cada um dos parceiros. Será que o que serve para um é exactamente o que serve para o outro?

Sabemos que quando existe uma união, seja ela, de amizade, amorosa, entre outras, cada indivíduo trás consigo os seus ideais que foram adquiridos ao longo da sua vida por intermédio dos seus pais ou pessoas na qual tiveram certa convivência.

Dentro de tudo que se observa, criamos os nossos modelos mentais, que são os conceitos que ficam enraizados no nosso inconsciente e ditam o nosso comportamento.

Existem conceitos ou ideias estruturadas em nossas mentes que ditam o nosso comportamento como: todo homem é igual/ toda mulher é a mesma coisa. Dentro destes pensamentos colectivos acreditamos que todos devem viver da mesma maneira ou supostamente viver de acordo a padrões estabelecidos sem alguma interrogação individual.

Agora, será que todo conceito trás consigo comportamentos aceitais? Onde surgem as divergências no relacionamento?

Quando um dos parceiros tenta impor ao outro seus costumes e hábitos sem dar oportunidade ao conjugue de expor seus sentimentos, crenças e habilidades.

Todo o comportamento dentro de um relacionamento deve ser pautado no direito de ambos se sentirem realizados emocionalmente.

Desta forma, tanto o homem como a mulher devem primar para um comportamento baseado em atitudes positivas.

Quando Deus criou o homem, viu que ele não podia viver sozinho e fez para ele uma companheira.

Então, Adão ao ver a mulher maravilhou-se e disse “ossos dos meus ossos e carne da minha carne”. Gênesis 2:23

Uma compreensão de que Adão e Eva se formaram para ser uma única carne com uma partilha única e aceitação.

Como deve ser o olhar do homem em relação à mulher?

  • Primeiro de que a mulher também é criatura de Deus;
  • Que Deus fez a mulher para que o homem não vivesse sozinho;
  • Que Deus fez a mulher para ser companheira do homem;
  • Que Deus fez a mulher com o objectivo de trazer alegria e felicidade ao homem.

Partindo deste pressuposto, entendemos que Deus fez homem e mulher para que vivesses em harmonia. Mas, essa harmonia só é possível se os comportamentos se ajustarem. Sabemos que cada um de nós cresceu em famílias com hábitos e atitudes diferentes.

Todavia, o que se deve ter em conta é que ninguém gosta de viver em um lugar onde não exista sossego, alegria e paz e que seus desejos e sentimentos não sejam respeitados.

Podemos assim definir o que é comportamento?

É a forma de proceder que as pessoas têm diante dos diversos estímulos que recebem e em relação ao ambiente na qual se desenvolvem.

Toda a informação recebida gera um comportamento.

Por isso, a que tomar atenção quando dizemos que todo o homem e igual ou toda a mulher é a mesma coisa ou ainda evitar conceitos generalizados que produzem comportamentos negativos, tais como: violência doméstica, abuso sexual, por parte de algumas pessoas que não atribuem a mulher o valor que dado por Deus.

Quando crianças escutamos os nossos pais a atribuírem tarefas diferentes as meninas e aos rapazes. Vivemos acreditando que o lugar da mulher é aqui e do homem é ali. Nada contra as regras básicas de convivência, porém, a vida em algumas situações nos oferece outra realidade. Homens e mulheres devem viver lado a lado e permitirem a estabilidade da família e da sociedade.

Padrões de vida não podem ser quebrados, mas podem ser ajustados em conformidade com a realidade que se vive.

Logo, o comportamento de cada um dos cônjuges deve estar ajustado a realidade que os mesmos vivem ou em função aquilo que serão os ideias do relacionamento.

Indivíduo – Mente – Comportamento – Resultados

Dentro de um relacionamento é obrigação dos parceiros procurarem a estabilidade da família, mesmo que existam tarefas atribuídas. Importa dizer que tudo que fizer pela sua família deve primeiro fazer por si. Tomar atenção que o lar é dos dois e que o que cada um fizer não estará a fazer somente para o parceiro, mas deve primeiro sentir-se útil no que faz e encontrar prazer em fazer. O acto deve ser voluntário, de coração e com amor. Para que isso aconteça, é necessário que os comportamentos estejam ajustados, por isso, listamos alguns comportamentos que lhe ajudarão em seu relacionamento:

  • Seja trabalhador

Procure sempre estar atento ao seu parceiro. Mostre disponibilidade para o ajudar em suas tarefas. Seja organizado com seu trabalho.

  • Seja amoroso

O amor é fundamental para todo o tipo de relacionamento. É afirmação do nosso sentimento em relação ao parceiro. Quem ama é generoso, é zeloso, e protege sua família.

  • Seja honesto e justo

Honestidade começa quando as pessoas são sinceras com elas mesmas em seus sentimentos. Não simular comportamentos é fundamental para que o parceiro consiga compreender o que realmente se passa. Não defraude o seu cônjuge. Não permita que mentiras entrem para o seu lar. Se passar pela sua mente que deve mentir ao seu parceiro por algum motivo ou por ter feito alguma coisa, o melhor é optar pelo diálogo.

  • Busque a santidade

Um bom comportamento é associado a uma vida de reflexão e santidade. Como nos afirma a bíblia: “Sede santos, porque eu sou santo”.1 Pedro 1:16.

O respeito, o amor, o saber falar com o parceiro, o ensinar, o orar juntos e dedicar tempos juntos para a educação dos filhos é importante.

Devemos em nosso tempo com Deus abrir espaço para pedir que nos ensine a cuidar da nossa família, cuidar da nossa linguagem e comportamento.

  • Seja um homem/mulher de oração

Saber colocar os assuntos nas mãos de Deus, ajuda a termos equilíbrio em nossas vidas. A oração molda o nosso interior. O casal que ora junto tem mais probabilidade de vencer as situações adversas da vida. Criar uma vida espiritual a dois faz com que o casal seja mais forte espiritualmente e compreende que antes de qualquer tomada de decisão, devem primeiro orar para que Deus oriente.

O segredo para ter um lar feliz está muito relacionado com a forma como olhamos para o nosso parceiro. É importante perceber que homens e mulheres foram criados para viverem em harmonia. Por isso, ame sua esposa, tenha pensamentos de paz, olhe para ela como o grande amor de sua vida, tenha a certeza que será correspondido à mesma medida.

“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. 1 Timóteo 5:8

Construindo a mesma linguagem

A linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos sentimentos, ideias, opiniões e pensamentos. Ela pode ser verbal e não – verbal e, está relacionada ao fenómeno comunicativo. Onde há comunicação, há linguagem.

Quando falamos em linguagem verbal incluímos a fala e a escrita e a não – verbal está relacionada aos gestos, símbolos e músicas entre outros.

Como vimos, para que exista comunicação é necessário que haja linguagem. Todos nós nos comunicamos através de gestos, sons, escrita, fala, desenho. Logo, a linguagem dentro de um relacionamento é fundamental para que se possa ter uma ligação mente e corpo.

A maneira como nos expressamos com o nosso parceiro contribui em grande parte para a representação mental das ideias na mente do nosso companheiro e, é necessário que aprendamos a utilizar uma linguagem na qual o parceiro possa se rever e sentir aceite.

Na linguagem precisamos ter flexibilidade suficiente para sermos capazes de entrar de alguma maneira na realidade do outro.

Usar a linguagem do seu parceiro ajuda, ou seja, faz com que consigamos compreender os seus predicados e permite criar a mesma ou semelhante representação mental das ideias, uma vez que cada um tem suas próprias crenças, mas podemos criar ideias semelhantes de modos a construir um relacionamento mente e corpo.

Toda a informação que processamos vem por meio de três sistemas diferentes: Sinestésico, Auditivo e visual. Desta forma, devemos ter muito cuidado com as expressões agressivas, com os gestos inadequados e com a maneira de olhar para o parceiro. Pois, tudo que seu comportamento denunciar vai automaticamente ser a mensagem que ficará gravada no inconsciente seu parceiro.

Para que construamos a mesma linguagem de modos a desenvolver uma mente casada é necessário que conheçamos os predicados do nosso companheiro e a posterior usá-los para que possamos identificar o que o nosso parceiro gosta ou não gosta.

Predicado é aquilo que se declara a respeito do sujeito.

Algumas vezes, já escutamos expressões como: ele/a não me ouve; nunca estamos de acordo; ele/a parece que não entende; sempre a mesma coisa, falo, falo e sempre o mesmo erro. Tudo isso porque os predicados não são os mesmos, e quando não são os mesmos, é muito difícil ter uma comunicação mental saudável.

Desta forma, conhecer a linguagem do seu companheiro vai ajudar a equilibrar a relação e permitir uma comunicação ou vida mental saudável no relacionamento.

Vamos aos predicados negativos.

  1. Não gosto;
  2. Não faça;
  3. Fale baixo;
  4. Não me irrite;
  5. Pare com isso;
  6. Sempre a mesma coisa;
  7. Não falo mais;
  8. Fica assim;
  9. Estou cansado/a;
  10. Nunca muda;

Predicativos que indicam descontentamento por alguma coisa que se vai repetindo e que o parceiro já esgotou todas as possibilidades para um relacionamento melhor. Se conseguirmos entender o motivo que leva o parceiro recorrer a tais afirmações podemos compreender que alguma coisa no nosso comportamento não agrada o outro. E uma vez entendido os predicados, primar pelo diálogo construtivo, nada de acusações, reconhecer os erros é virtude.

Agora, vamos predicados positivos

  1. Obrigada/o;
  2. Sinto-me satisfeito/a;
  3. Ele/a entendeu;
  4. Alegrou-me;
  5. Sou feliz;
  6. Falamos a mesma língua;
  7. Ele /a ouviu o que eu disse;
  8. Parece que ele adivinhou meus pensamentos;
  9. Vamos fazer juntos;
  10. Conhece os meus gostos.

Todo o parceiro gosta de sentir que sua linguagem é entendida e que a mesma produz satisfação ao outro. Quando assim não acontece surge as cobranças, o descontentamento, e o sentimento de inferioridade pode tomar conta da mente e aí entender que não tem um companheiro, mas sim uma pessoa que está totalmente longe daquilo que é entender os sentimentos do companheiro.

Dentro dos predicativos positivos encontramos dois factores importantes que ajudam na construção dos casados de corpos com mentes casadas.

Vejamos,

  • Use as palavras que seu companheiro usa - Palavras de afirmação do seu companheiro, podem também ser as suas palavras para que ele se sinta mais familiarizado consigo. Use seus termos preferidos.

Se seu parceiro usar sempre a expressão “máximo” implica dizer que essa é uma expressão preferida. Tenta usar a mesma palavra na sua linguagem. Como, hoje fiz uma comida que está o máximo. Vais assistir aquele jogo que tem jogadores que são o máximo.

Entenda que alguns termos ajudam muito a compreender as representações mentais do seu parceiro.

  • Use a mesma tonalidade, velocidade e volume de voz – se seu parceiro fala consigo com um tom moderado, calmo e baixo, não há motivos para que você fale em tom alto, acelerado e áspero.

Fale da maneira como seu parceiro fala. Assim permite que ele se sinta confortável ao seu lado e permite a harmonia e bem-estar no relacionamento.

Alguns casos de brigas e confusões, advém das falsas interpretações que nós permitimos que nossos parceiros façam de nós por não sabermos usar a palavra certa no momento certo e não conhecer os predicativos que podem levar seu parceiro a satisfação ou a insatisfação.

Cuidar da forma como se fala e a linguagem que se usa ajuda a construir uma estrutura sólida dentro da relação. O que muitos dizem, como ele/a sabe o que o outro ia dizer ou leste o pensamento do teu parceiro/a.

“Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo”. Amós 3:3

Quica Ferrão____
licenciada em Língua Portuguesa e Comunicação, Membro da Assembleia de Deus Pentecostal Ministério do Maculusso, professora da Escola Bíblica Dominical

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